Coluna as reflexões de enrico

Não somos árvores — podemos nos mover

Emilly

29/07/2025

Não somos árvores — podemos nos mover


Às vezes, a gente fica parado num lugar que já não faz mais sentido. Numa rotina
que sufoca, num relacionamento que desgasta, num emprego que só consome. E,
mesmo assim, permanece. Porque mudar dá medo. Dá trabalho. Dá insegurança.
Só que a gente esquece de uma coisa simples: não somos árvores. Não temos raízes
presas a um só chão. Podemos nos mover. Recomeçar. Tentar outro caminho. Outra
vida. Outra versão de nós mesmos.

Ficar onde não há mais troca, mais alegria, mais verdade… não é estabilidade, é
estagnação. E a gente não foi feito para apodrecer em pé. Foi feito para crescer,
mesmo que doa. Para mudar de vaso, de terra, de céu.
Movimento é sinal de vida. E coragem não é ausência de medo — é a decisão de ir
mesmo tremendo. Não precisa ser uma grande virada de mesa. Às vezes, é só um
passo. Um pedido de ajuda. Uma escolha pequena que muda o rumo de tudo.
Não é fácil sair de onde a gente conhece. Mas às vezes é isso ou se perder de vez. A
vida começa de novo toda vez que você escolhe não se abandonar. E isso, por si só, já
é um movimento enorme.


@enricopierroofc

Ser leve não é ser raso

Emilly

18/07/2025

Ser leve não é ser raso


Tem pessoas que entram num ambiente e, sem dizer muita coisa, mudam o
ar. Gente que sorri com verdade, que escuta com presença, que não se
apressa em julgar. São leves. E por serem leves, às vezes são mal
interpretadas. Confundidas com quem não sente, com quem não pensa, com
quem vive na superfície. Mas ser leve não tem nada a ver com ser raso. tem a
ver com saber flutuar mesmo após ter afundado.
A leveza verdadeira não nasce de uma vida fácil. Nasce de quem já
passou por muita coisa e escolheu não carregar tudo para sempre. Nasce de
quem entendeu que viver não precisa ser um fardo contínuo. Que é possível ter
profundidade sem se afogar nos próprios sentimentos. Que dá para ser intenso
sem ser pesado. E que, aliás, ser leve é uma forma de resistência em um
mundo que insiste em nos endurecer.
Tem gente que é leve porque aprendeu a se perdoar. Porque entendeu
que culpa demais sufoca, que autocobrança sem limite paralisa, que remorso
não move ninguém para frente. E então escolheu rir das próprias falhas, amar
os próprios pedaços tortos, acolher a própria bagunça. E isso, convenhamos,
exige uma força enorme.
Ser leve é saber que a vida já é dura demais para a gente se tornar mais
um peso dentro dela. É saber chorar, sim, mas também saber respirar fundo,
sacudir a poeira e seguir. É não deixar que a dor vire identidade. É olhar para o
caos e dizer: isso não vai me consumir inteiro.
Leveza é um compromisso com a liberdade emocional. Com o bom
humor que salva, com a delicadeza que constrói, com a simplicidade que
conecta. Quem é leve não vive fugindo do fundo, só sabe voltar à tona com
mais facilidade.
E, no fim das contas, é essa leveza que permanece. Porque o que pesa
demais, a gente aprende a soltar. Mas o que é leve... a gente quer por perto.
Sempre.


@enricopierroofc

A urgência de viver o agora

Emilly

11/07/2025

A urgência de viver o agora

Todo mundo acha que vai viver de verdade quando tudo estiver no lugar.
Quando sobrar tempo, quando vier a calmaria, quando os boletos estiverem
pagos, quando a cabeça estiver leve. Só que a vida não espera. Ela acontece
no meio do caos mesmo. No entre. No durante.
A gente romantiza o depois e esquece que o agora é tudo o que temos.
Não existe tempo ideal, existe o tempo real. E o tempo real nem sempre é
confortável, organizado ou bonito. Às vezes é bagunçado, apertado, cheio de
barulho e dor de cabeça. Mas é nele que a vida pulsa.
O agora é onde mora o encontro. O olhar que você quase não deu. O
abraço que não deu tempo. A conversa que ficou para depois e, quando viu,
não aconteceu. Viver o agora é perceber que a saudade de alguém que ainda
está aqui é sinal de que a gente anda ausente demais do presente.
É claro que a gente tem problemas. Todo mundo tem. Mas a vida não é
o que sobra depois que os problemas passam, ela é o que a gente constrói
mesmo com os problemas ali. É preciso parar de viver como se a felicidade
estivesse sempre adiada. Ela está aqui, escondida no meio das distrações.
A urgência de viver o agora não é sobre descaso ou irresponsabilidade.
É sobre presença. É sobre fazer valer o tempo que temos. Porque, no fundo,
ninguém sabe quanto tempo tem. E a única coisa que não dá para adiar é a
vida.
@enricopierroofc

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