Coluna as reflexões de enrico

Ninguém ensina a voltar

Emilly

31/05/2025

Ninguém ensina a voltar

Chapéu: E quando a gente se perde de si?

Voltar para si não é egoísmo — É sobrevivência. E também é
recomeço.

Ninguém ensina a voltar. A sair de um lugar que você nem viu que
entrou. A se reconhecer após meses (ou anos) sendo o que esperavam de
você. A perceber que, em algum ponto do caminho, você se perdeu de si e não
sabe mais onde foi parar.
Não tem manual para isso. Ninguém te diz que voltar para si pode doer
tanto quanto ir embora. Que vai ter culpa, medo, saudade do que você fingia
ser. Que mesmo as versões que te machucaram deixam um tipo estranho de
conforto. O conforto de saber quem você era, mesmo que aquilo fosse só um
rascunho mal feito.
Voltar é desconfortável. É abrir gavetas que você fechou com pressa. É
ouvir a própria voz após anos falando só o que o outro queria ouvir. É olhar no
espelho e não se reconhecer — mas, ainda assim, escolher ficar. Escolher se
esperar. Escolher se reconstruir, mesmo sem ter certeza se vai dar certo.
Ninguém fala que às vezes o caminho de volta é mais longo que a ida.
Que tem tropeço, tem recuo, tem dias em que parece que você está voltando
para lugar nenhum. Mas ainda assim, é para ir. É para continuar. Porque, lá na
frente, tem um ponto onde a dor desacelera. Onde o peso diminui. Onde a vida
começa a caber de novo no peito.
E talvez seja isso que signifique voltar: não ser quem você era antes,
mas ser quem você precisa ser agora. Com mais cuidado, com mais verdade,
com mais espaço para você habitar em paz dentro de si.
@enricopierroofc



as vidas que não vivemos

Emilly

20/05/2025

as vidas que não vivemos


chapéu: e se?


entre escolhas e renúncias, somos também feitos daquilo que
deixamos pra trás


todo mundo carrega uma mala invisível cheia de versões de si. vidas que não
aconteceram, escolhas que não foram feitas, caminhos que ficaram só no quase. a
gente segue, mas de vez em quando olha pra trás e se pergunta: e se eu tivesse dito
sim? e se eu tivesse ficado? e se eu tivesse ido?
não é arrependimento, é curiosidade. é a sensação de que, em algum lugar do
tempo, existe uma versão nossa vivendo outra história. e essa versão às vezes
aparece em sonhos, em pensamentos aleatórios, em noites em que o sono não vem.
tem uma vida que você não viveu porque teve medo. outra que não viveu
porque era o certo abrir mão. e tem aquela que você nem sabia que queria, até
perceber que era tarde demais. cada escolha nossa é também uma renúncia. e cada
renúncia, uma vida que se desfaz antes mesmo de começar.
mas isso não precisa ser motivo de tristeza. as vidas que a gente não viveu
ajudam a moldar a pessoa que a gente se tornou. é como se cada “não” que dissemos
desenhasse, com precisão, o caminho que era pra ser nosso. e, se a gente olhar com
cuidado, talvez perceba que nenhuma vida seria melhor, só diferente.
no fim, somos feitos tanto do que vivemos quanto do que deixamos de viver. e
isso também é bonito. porque significa que, mesmo com os “e se”, ainda temos a
chance de fazer valer a vida que escolhemos. ou, quem sabe, recomeçar uma nova,
enquanto ainda há tempo.
@enricopierroofc

Ela é mãe. Ponto.

Emilly

11/05/2025


Em um mundo cada vez mais barulhento, existe uma força silenciosa que
sustenta tudo: o amor de mãe.


Ela é mãe. Ponto. E isso já diz tanto que dispensa explicações. É quem segura
o mundo enquanto tudo desaba. Quem tem sempre uma resposta, ou, quando não
tem, inventa uma que nos acalma. Quem percebe no olhar o que a gente nem
consegue dizer. Quem sente antes. Quem pressente. Quem ama, mesmo quando a
gente esquece de merecer.


Mãe é essa figura que carrega na bolsa de tudo: documento, remédio, solução.
Carrega na memória o nosso tipo sanguíneo, na agenda os horários dos nossos
remédios, e no coração, tudo o que somos, mesmo quando não somos fáceis. E
vamos combinar: a gente nem sempre é.


Tem mãe que grita, que manda áudio gritando, que exagera no conselho. Tem
mãe que fala manso, que prefere um olhar demorado em vez de um sermão. Tem mãe
que é puro colo. E tem mãe que é empurrão, daqueles que fazem a gente voar mais
longe do que imaginava. Todas elas têm em comum uma força que não dá para
explicar. Um tipo de heroísmo silencioso que aparece no dia a dia, nas pequenas
coisas, nos detalhes que ninguém vê.


A verdade é que ser mãe não é sobre perfeição. É sobre presença. É sobre
fazer o possível, e, tantas vezes, o impossível também. É sobre amar mesmo
cansada, mesmo com medo, mesmo sem ter sido ensinada a amar assim. É sobre se
reinventar. Todos os dias.


Então, hoje, mais do que flores, mais do que presentes ou mensagens prontas,
a gente deseja que toda mãe se veja. Reconheça. Se abrace com orgulho. Porque o
que vocês fazem, o que vocês são… é grande demais para caber em palavras.


Feliz dia das mães. Vocês são o coração do mundo.
@enricopierroofc

 

Fale com arretado.com

(88) 99932-4844
(88) 3611-0994
(88) 3614-7454

falecom@arretado.com

Receba novidades por e-mail